A Apple é uma empresa de grande escala e com recursos financeiros robustos, empregando cerca de 166.000 funcionários, portanto, uma taxa de rotatividade de funcionários relativamente alta é esperada. No entanto, nos últimos anos, o número de saídas em cargos de alta direção dentro do Apple Park tem sido especialmente notável. Em dezembro passado, o jornalista da Bloomberg, Mark Gurman (Mark Gurman), mencionou a “maior mudança de pessoal da Apple em décadas”, listando a saída de 18 funcionários conhecidos, cujas saídas já ocorreram ou estão prestes a acontecer. Em fevereiro, a situação tornou-se bastante evidente, a ponto de o CEO Tim Cook ter que comentar, apontando sabiamente que “quando as pessoas atingem uma certa idade, sempre há quem escolha se aposentar.
É um fenômeno natural”, e insistiu que essas saídas foram cuidadosamente planejadas.
Independentemente de essas mudanças serem planejadas ou não, as alterações na alta direção continuam, com duas novas notícias surgindo esta semana. Primeiro, a Apple anunciou internamente que Jennifer Bailey (Jennifer Bailey) se aposentará, após mais de vinte anos na empresa, onde recentemente ocupou o cargo de responsável pelos serviços de pagamento e carteira. No artigo que revelou esta notícia, Gurman afirmou que a saída de Bailey “é considerada uma grande perda interna para a Apple, de acordo com fontes informadas”, e que os funcionários estão preocupados que isso “indique uma onda maior de saídas entre os líderes seniores com mais de 60 anos.” Bailey se aposentará em outubro, embora o responsável pelo departamento de serviços, Eddy Cue (61 anos), tenha insistido que ela continuará a atuar como consultora e que um plano de sucessão será anunciado em breve.
Mudanças na alta direção da Apple geram preocupação na indústria
A atual falta de um plano de sucessão (ou a relutância em revelá-lo) sugere que esta saída não foi totalmente planejada, mas pode haver outros fatores que ainda não conhecemos. Em segundo lugar, mais animador é que Gurman reportou novamente que a Apple está a recrutar um novo responsável por assuntos governamentais. Nate Gatten, ex-executivo da American Airlines, assumirá este “papel sensível”, e o seu histórico republicano pode ser visto como uma grande vantagem. Claro, esta contratação de destaque é uma vitória, mas também existem alguns fatores complexos. Por um lado, isso está relacionado à aposentadoria de outro executivo: a responsável legal, Katherine Adams, também deixará a empresa ao mesmo tempo que Bailey, e atualmente ocupa um cargo de vice-presidente sênior no departamento de assuntos governamentais.
Por outro lado, a necessidade de um responsável por assuntos governamentais em tempo integral reflete o complexo ambiente político que a Apple precisa enfrentar atualmente. Alguns especialistas (incluindo o autor deste artigo) especulam que a maior mudança na alta direção deste ano — a saída de Tim Cook como CEO — fará com que o atual CEO passe mais tempo em contato com a Casa Branca, mas mesmo o mais famoso workaholic de Cupertino talvez não consiga lidar sozinho com essa carga de trabalho. Por fim, Gurman reportou na semana passada que o sucessor de Tim Cook, John Ternus, irá recontratar Laura Legros, que se aposentou em 2022 e atuou como vice-presidente do departamento de engenharia de hardware.
De acordo com os relatos, Legros assumirá um papel de vice-presidente e “colaborará de forma interfuncional com diferentes departamentos da empresa”. Gurman relatou que Legros é uma das “mãos direitas mais confiáveis” de Ternus. Ela apresentou a versão atualizada do MacBook Air em um evento da Apple em Nova Iorque em 2018 e também desempenhou um papel importante no design do iPad Air, ambos produtos que têm um significado importante na recente história da Apple.

