Microsoft encerra 15 instituições na China em cinco anos, com receitas a representar apenas 1,5% do total.

Recentemente, a imprensa estrangeira noticiou que a Microsoft fechou pelo menos 15 filiais e joint ventures na China nos últimos cinco anos, continuando a reduzir a sua presença no mercado local. Sabe-se que a Microsoft considerou sair completamente do mercado chinês em 2023. De acordo com os dados da Microsoft para 2024, a receita do mercado chinês representa apenas cerca de 1,5% da receita total global. Desde 2017, a China começou a promover a aquisição prioritária de software nacional por parte do governo e das empresas estatais. A Reuters verificou que, em seis guias de compras governamentais de 2023 a maio de 2026, cinco não recomendaram produtos da Microsoft, e a receção do seu “Windows 10 versão governo da China” também não foi como esperado, dificultando a expansão dos negócios.

No entanto, fontes próximas revelaram que a Microsoft não tem planos de sair do mercado chinês, pois encontrou um caminho para a rentabilidade — fornecendo serviços de nuvem Azure para empresas chinesas que estão a expandir-se para o exterior, como a ByteDance, mãe do TikTok, e a plataforma de moda rápida SHEIN, ajudando-as na gestão de conformidade dos dados de negócios no exterior. Além disso, a Microsoft também oferece serviços de modelos de IA ocidentais, incluindo OpenAI, para empresas chinesas através do Azure.

A estratégia de negócios da Microsoft no mercado chinês continua a ser ajustada

Além da disposição a nível de negócios, o talento é também uma consideração importante para a Microsoft manter a sua presença na China. A empresa, desde que estabeleceu o seu Instituto de Pesquisa Asiática (MSRA) em Pequim em 1998, formou um grande número de talentos técnicos, incluindo executivos da SenseTime e da DeepSeek entre os seus ex-alunos. Contudo, com o endurecimento das restrições tecnológicas, a Microsoft ofereceu em 2024 oportunidades de transferência para o exterior a 1000 engenheiros principais chineses, dos quais apenas cerca de um terço aceitou, com um número considerável de engenheiros seniores a optar por se juntar a universidades chinesas ou empresas tecnológicas locais.

Conteúdo original
Este artigo é a versão em português de um conteúdo original do TechRitual.
Stein Yep
Stein Yep